quinta-feira, 14 de março de 2013 | 07:55 | 0 Comentários

Excluídas do mercado de trabalho, travestis encontram sustento e aceitação na prostituição

Por VLADIMIR MALUF
Comumente vindas de camadas populares e sem apoio familiar, travestis veem na prostituição uma forma de subsistência e o acolhimento que não encontram em outros grupos (Foto: Antonio Gauderio/Folhapress)Comumente vindas de camadas populares e sem apoio familiar, travestis veem na prostituição uma forma de subsistência e o acolhimento que não encontram em outros grupos (Foto: Antonio Gauderio/Folhapress)
Estariam as travestis condenadas à prostituição? Pode ser exagero dizer que sim. Mas pode não ser. Antes de qualquer julgamento, reflita: quantas travestis você tem como colegas de trabalho? Seja chefe ou funcionária. E fazendo faxina na sua casa? Na loja onde você compra roupas, talvez? Abastecendo o seu carro ou te atendendo no “por quilo” onde você almoça diariamente? A verdade é que o mercado de trabalho é duro com esse grupo de pessoas que, muito frequentemente, encontra na prostituição o sustento e, principalmente, acolhimento. E se você ainda duvida que elas tenham poucas opções, responda para si mesmo, honestamente, se você contrataria uma.

O psicólogo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar-Sorocaba) Marcos Garcia realizou uma pesquisa sobre a prostituição das travestis. Segundo ele, a maioria delas tem origem humilde e procura fazer programas como meio de vida. “Um jovem gay, efeminado, sem apoio financeiro e familiar, vindo de camadas populares e sem possibilidade de estudos vê no comércio sexual uma das poucas saídas.“

Além do problema da documentação -pois as travestis assumem uma personalidade feminina, mas dependem de sua identidade oficial- o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade, diz que as travestis são associadas à prostituição, violência e ilegalidade. “São encaradas de modo negativo, o que as impede de serem contratadas. A percepção é sempre preconcebida. O mecanismo cognitivo exige utilizar vivências passadas para compreender o presente e decidir o futuro. Assim, tudo o que foi ouvido desde criança a respeito de travestis influenciará na tomada de decisões agora.”

Tão importante quanto a renda, o mercado sexual traz o bem-estar que travestis não encontram em outros grupos, normalmente. “É onde elas são valorizadas, principalmente, por clientes. Elas se sentem desejadas por seu corpo feminino. A demonstração do desejo é um fator importante. Se a pessoa está em um processo de buscar se sentir mais feminina, o interesse do cliente, que mostra que ela é feminina, é acalentador”, afirma Marcos Garcia.

Giovanna Di Pietro, que afirma que o mercado de trabalho é difícil para as travestis (Foto: Arquivo Pessoal)Giovanna Di Pietro, que afirma que o mercado de trabalho é difícil para as travestis (Foto: Arquivo Pessoal)
Para Giovanna Di Pietro, 28, travesti brasileira que faz programas na Europa, não há muita escolha a não ser a prostituição. “É a saída que uma travesti encontra para se transformar. Quando eu comecei a mudar meu corpo, os trabalhos convencionais ficaram praticamente impossíveis”, conta ela, que era assistente de produção de figurino em uma agência de publicidade. “Nessa fase, você passa a ser menos aceita socialmente. Consequentemente, a possibilidade de ingressar no mercado de trabalho é quase nula.”

Em sua pesquisa, o psicólogo Marco apurou que o mercado sexual também tem como principal atrativo a alta remuneração. “Na prostituição, a exemplo de outras profissões como modelo e jogador de futebol, há um período que traz muito dinheiro. Mas isso muda com o avanço da idade. Os clientes vão rareando. Com isso, a travesti tem uma perda financeira e passa a ser menos desejada, o que é muito sofrido.”

Jovem e bonita, Giovanna concorda que os ganhos são um grande convite para entrar na prostituição. “Quando você está se prostituindo, começa a ganhar dinheiro como nunca ganhou. E esse dinheiro lhe permite investir em você, mudar o corpo, comprar bens materiais etc.”

Dificuldade de compreensão e desrespeito
Marco afirma que nenhum grupo social no Brasil sofre mais discriminação do que as travestis. “Esse preconceito é tão intenso que há quem use o termo ‘transfobia’. Os assassinatos de travestis costumam ser muito cruéis. É um nível de violência altíssimo. Há o preconceito pela orientação sexual, mas, principalmente, pela identidade de gênero.“

Para o psicólogo Rafael Kalaf Cossi, autor de “Corpo em Obra” (Ed. nVersos), sobre transexuais, o preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, em especial as travestis e transexuais, tem uma explicação. “Nós não temos a certeza absoluta da nossa identidade sexual. Isso é uma ilusão. O terreno é muito embaralhado. Quando vemos uma travesti, isso traz à tona algo que a gente não quer saber.“

Excluindo a existência de homossexuais ou qualquer variação pelos pais, as crianças aprendem que só há homens e mulheres, que devem desejar, respectivamente, mulheres e homens. “Passamos de 15 a 20 anos reforçando essas ideias para confirmar o que somos. Mas há variações inúmeras que não são socialmente compreendidas ou assumidas como reais. Desta maneira, não podemos admitir que exista uma pessoa que destoe do que aprendemos”, explica Oswaldo.

Na opinião do especialista, para compreender as pessoas que são diferentes necessitaria de um grande esforço emocional e comportamental, mas a maior parte das pessoas prefere usar essa energia para investir em outros assuntos, principalmente os de maior retorno financeiro.

“Mesmo as famílias que vivem com uma pessoa transexual, e precisariam adaptar-se, mostrarão grande dificuldade em compreender, elaborar e mudar suas perspectivas cotidianas e adaptar-se a esta identidade não prevista pela família", diz o psicólogo. Outras pessoas têm menos necessidades de se adaptar, "pois há um afastamento afetivo que permita gastar menos energia para modificar suas formas de compreender a realidade.”

Para Oswaldo, que concorda que a sociedade em geral não recebe bem as travestis, as coisas seriam diferentes se não houvesse tamanha discriminação. "A prostituição será abandonada se elas forem reconhecidas pela identidade que compreendem pertencer, mesmo que isso traga dificuldades sociais financeiras."

Opiniões diferentes
O psicólogo Rafael Kalaf Cossi diz que toda manifestação de sexualidade que foge do esperado sofre discriminação, inclusive no mercado de trabalho. Mas ele acredita que o grupo das travestis transforma o corpo para a prostituição –opinião avessa a dos demais especialistas procurados para esta reportagem.

“A transexual, quando incorpora o gênero, costuma ser mais discreta. A travesti usa roupas mais escandalosas. Elas se montam para a cena erótica. É para o mercado do sexo. A transexual, quando se prostitui, não teve alternativa.”

Greta Silveira, travesti que é maquiadora e diretora da Associação da Parada LGBT de São Paulo, diferentemente de Rafael, não acha que esse ou aquele grupo é empurrado para a prostituição.

"Dentro da nossa minoria, a maioria cai na prostituição. Quando são indagadas sobre o que as levou ao mercado sexual, elas dizem que foram expurgadas da sociedade. Mas eu acho que há um pouco de receio de assumir que são prostitutas porque gostam", diz. Para ela, a prostituição é como qualquer profissão e deve ser encarada como tal. "Não acho que ninguém seja empurrado."

Ainda assim, Greta afirma que há preconceito. E disputar um espaço no mercado de trabalho formal exige persistência. "É um caminho mais difícil. Eu tive problemas quando me tornei uma boa maquiadora e comecei a ser chamada para trabalhos maiores. Quando me deparava com gays, sofria preconceito. Coisas que não acontecia ao trabalhar com heterossexuais."

domingo, 27 de janeiro de 2013 | 11:32 | 0 Comentários

Com poesia, fonoaudióloga ensina travestis e transexuais a modular voz

Denise Mallet ajuda grupo alterar a fala sem comprometer as cordas vocais.

Por Lívia Machado
Com a ajuda de Manuel Bandeira, Denise Mallet transforma voz de travestis e transexuais de SP (Foto: Lívia Machado)Com a ajuda de Manuel Bandeira, Denise Mallet transforma voz de travestis e transexuais de SP (Foto: Lívia Machado)
Há três anos, Denise Mallet, 61 anos, ensina travestis e transexuais de São Paulo a modular a voz. Para que as cordas vocais delas não sejam prejudicadas, a especialista oferece uma técnica singela e, segundo ela, bastante eficaz. Com poesia, a especialista mostra que é possível assumir uma maneira masculina ou feminina de falar, sem precisar afinar ou engrossar a voz.

O tratamento, pioneiro e ainda único no Brasil, é oferecido gratuitamente no Ambulatório para Saúde Integral de Travestis e Transexuais de São Paulo, projeto realizado no Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, onde Denise atua desde 2001. De junho de 2009 a janeiro de 2013, o ambulatório registrou 1.322 pacientes agendados.

Declamando versos, ela ajuda o grupo especifico a deixar a voz saudável e compatível com o visual já modificado. “Esteticamente é fácil, mas e a voz? É o que denuncia. No caso das travestis, elas usam falsetes, tem uma forma de produzir um som nasal para minimizar o tom grave da voz masculina", explica.

Com voz suave, ela apresenta obras da literatura brasileira em diferentes interpretações. “São pessoas muito nervosas, tensas, machucadas. E a poesia é muito leve. Então, é um momento de paz, serenidade, recebido com prazer. Com a ‘A Rua das rimas’ (poema de Guilherme de Almeida), muitas choram.”

O trabalho demanda tempo, e disponibilidade de ambas as partes. Denise revela que é preciso, em média, 40 a 50 dias para que as pacientes fiquem à vontade. “Tenho que resgatar a voz natural. E isso é muito difícil para esse público. Até mesmo dentro do consultório.”

Para ter êxito com uma população tão carente e fragilizada, Denise desenvolve a técnica de modulação da palavra. O que ela oferece é uma espécie de maquiagem na fala. “Começo a mostrar para o paciente que posso emitir a poesia de várias formas. A voz continua a mesma, mas auditivamente parece outra. O importante não é falar fino ou grosso, é ter um jeito feminino ou masculino de falar.”

A poesia abre terreno para introduzir a prosa. A eficácia, em alguns casos, vai além da técnica. Com a ajuda de Manuel Bandeira - o queridinho da médica - e Cecília Meireles, ela também desperta nos pacientes o prazer pela leitura. “Fiquei muito contente que muitas foram às livrarias atrás dos autores que uso em consultório e descobriram inúmeros outros. Abre caminho para o conhecimento e coisas boas.”

terça-feira, 15 de janeiro de 2013 | 04:01 | 1 Comentários

Morre a ativista Welluma Brown, única travesti a ser chacrete

Do Neto Lucon
Ícone na luta em prol da comunidade trans e única travesti a ser chacrete nos anos 70, Welluma Brown morreu na última sexta-feira, 11, vítima de queimaduras em um acidente doméstico. Ela chegou a ser internada, mas não resistiu aos ferimentos. Seu corpo foi sepultado na segunda-feira, 14, às 14h, no Cemitério do Caju, mas a história de luta e arte da estrela permanece nos corações dos fãs, admiradores e amigos.

“Só exijo uma coisa: respeito”. Essa era uma das reivindicações de Welluma, que nos últimos anos de vida atuou fortemente como militante da causa trans. Era vice-presidente da Associação de Travestis e Transexuais do Estado do Rio de Janeiro, conselheira da ética da Associação Brasileira de LGBTTI e conselheira fiscal da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais.

O tato diante dos problemas, a crítica diante do óbvio, a veia artística e as chagas que carrega no corpo – afinal, inúmeras vezes foi vítima de transfobia – se uniram à conscientização e realização de importantes projetos. Tanto que, unida à Claudia Celeste (primeira atriz trans a fazer uma novela no Brasil), Welluma deixou engatado o Instituto Associativo Brasileiro de Entretenimento e Cultura LGBT, que visa ressaltar a cultura LGBT e rememorar os grandes e luxuosos shows de travesti.

Na carreira artística, esbanjou talento nos palcos, brilhou como diretora da casa de espetáculos “Le Galaxie”, em Paris, e se tornou parte da história da televisão brasileira, ao entrar para o elenco das chacretes, as cobiçadas assistente de palco do programa “A Buzina do Chacrinha”, da TV Tupi, nos anos 70. Durante sua rápida permanência, ninguém suspeitava que aquela moça alta e bonita era na verdade uma travesti. O nome Welluma foi dado pela atriz Elke Maravilha, jurada do programa.


“Como eu entrei lá? A chacrete Ivone pediu para ser substituída durante quatro dias por motivos de doença. Eu, que já frequentava o programa, fui chamada 30 minutos antes de o programa começar pelo Chacrinha. Ensaiei, me deram um aplique, botas e estive no meio das 20 mulheres. Me sinto vitoriosa, pois era época da ditadura e a palavra travesti sequer poderia ser dita”, afirmou Welluma sobre o momento ímpar. “Até hoje, sou conhecida como chacrete”.

Exemplo de sobrevivência, a trans conseguiu transformar dor em amor. Ainda criança, foi deixada em um colégio interno por seus trejeitos femininos, depois foi buscar a mãe no Rio de Janeiro, mas saiu de casa para evitar ser agredida pelo padrasto machista. Conheceu a prostituição aos 12 anos, também a violência dos policiais e o preconceito da população. Carregou no corpo as cicatrizes de ser diferente, na memória as feridas da ditadura, mas no coração a esperança de que tudo poderia ser melhor. Welluma lutou e brilhou por todas e todos, fez arte, amor e militância.

Fonte: http://nlucon.blogspot.com.br/2013/01/morre-ativista-welluma-brown-unica.html

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013 | 07:27 | 1 Comentários

Transexual posta transformação facial de feminização; veja vídeo

Vídeo mostra transformação fisica de homem em mulher.

Do Gay1 Entretenimento


Transexual posta transformação facial de feminização; veja vídeo
Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras mas, para uma jovem da Austrália, milhares de imagens contam a história de sua transformação fisica em mulher. Em um vídeo postado no Youtube, sob o nickname de “iiGethii”, ela mostra uma sucessão de fotos mostrando gradualmente a metamorfose facial pela qual passou. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.

Nas descrição do vídeo, que tem quase dois minutos, a transexual de 20 anos explica que as imagens mostram o processo de feminização facial que passou por meio de cirurgias. Começando em dezembro de 2009, a primeira imagem mostra um rapaz com cabelos escuros, queixo largo e sobrancelhas grossas.

Na sequência, aparecem inúmeras fotos com sutis mudanças no rosto da transexual ao longo dos meses, que, ao final do vídeo, em 2012, aparece como uma mulher delicada e atraente.

Um ano depois do processo, as sobrancelhas foram desenhadas de forma que ficasse mais feminina, com arcos finos, e o rosto foi se tornando mais fino e arredondado. Outras mudanças drásticas foram os olhos e os lábios mais carnudos.

O cabelo e a maquiagem também são pontos de destaque do vídeo, o que torna a jovem ainda mais feminina. O resultado final fecha o vídeo: um rosto com características femininas, emoldurado por uma franja e fios ondulados.

Desde que foi postado no Youtube em outubro do ano passado, o vídeo teve mais de 375 mil visualizações, com muitos comentários elogiando sucesso dos procedimentos. “Você está uma mulher muito melhor do que eu mesma”, disse uma usuária. De acordo com o site FacialFeminizationSurgery.info, os vários passos do procedimento cirúrgico envolvem cirurgia óssea e tecidos da face. Alguns médicos incluem a remoção de pelos faciais e transplantes de cabelo, como parte do processo.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012 | 13:18 | 11 Comentários

Ela nasceu menino, ele nasceu menina e são um casal feliz

Por Diogo Carvalho, do Blog LGBTudo
Arin e Katie se conheceram quando se preparavam para cirurgia de readequação sexual (Foto: Reprodução Internet)Arin e Katie se conheceram quando se preparavam para cirurgia de readequação sexual (Foto: Reprodução Internet)
Katie Hill, 18, viveu os primeiros anos de sua vida como Lucas, filho de um coronel da Marinha. Seu namorado, Arin Andrews, 16, nasceu Esmeralda e, durante a infância, se destacava como bailarina. Na época, a jovem chegou a ganhar vários concursos de beleza. Ambos lutaram contra a sexualidade durante a infância e hoje vivem um relacionamento um tanto quanto incomum.

Katie conta que sempre se sentiu como uma menina presa no corpo de um garoto, Arin disse ter vivido o oposto. Os adolescentes se conheceram quando ambos se preparavam para uma cirurgia de readequação sexual, durante tratamento em Tulsa, Oklahoma, e imediatamente se apaixonaram. “Nós somos perfeitos um para o outro porque ambos crescemos com os mesmos problemas”, conta Katie, que desenvolveu seios por meio de hormônios femininos. “Estamos tão convincentes como menino e menina que ninguém percebe que não somos”, acrescenta a jovem.

Filha de militar, Katie Hill era Lucas. Na infância, Arin Andrews era Esmeralda (Foto: Reprodução Internet)Filha de militar, Katie Hill era Lucas. Na infância, Arin Andrews era Esmeralda (Foto: Reprodução Internet)
Arin disse que sabia que ele era um menino no corpo de uma menina desde o seu primeiro dia na escola, pois ele não se sentia confuso na hora de escolher com quem andar: se com os meninos ou com as meninas. “As coisas femininas não me interessavam. Fui chamada de lésbica desde criança, mas eu não me sentia assim”, relata. Os pais dos jovens tiveram problemas em aceitar o gênero dos filhos, mas agora os apoiam firmemente.

domingo, 7 de outubro de 2012 | 10:44 | 1 Comentários

Veterano da Força Aérea Britânica que fez redesignação sexual se arrepende e quer reverter cirurgia

REDAÇÃO
Gary chegou a posar para marcas de biquíni (Foto: Reprodução da internet / The Sun)Gary chegou a posar para marcas de biquíni
(Foto: Reprodução da internet / The Sun)
O britânico Gary Norton, de 75 anos, é veterano da Força Aérea Britânica, mas se chamava Gillian há 23 anos, quando fez uma cirurgia de redesignação sexual. Ao jornal The Sun, ele conta agora que se arrependeu da decisão e que quer voltar a ter relações com mulheres:

“Eu quero ter relações sexuais com uma mulher, mas não tenho o instrumento”, disse ele, que operou depois que sua mulher e filhos descobriram que ela fazia cross-dressing (vestia-se de mulher) às escondidas.

Com quatro filhos, Gary parou de tomar hormônios femininos que impediam o crescimento de sua barba e está numa fila de espera para ter os seios removidos. Ele também está pedindo ao sistema público de saúde do Reino Unido uma cirurgia para reverter sua redesignação sexual, mas a demanda foi negada.

Gary Norton (Foto: Reprodução/The Sun)Gary Norton (Foto: Reprodução/The Sun)
“Eu me sinto enganado. Fiz o meu melhor para ser uma mulher de verdade. Comprei biquínis e vestidos legais, gastei tempo com meu cabelo e maquiagem e sempre estava com as unhas feitas. Mas a operação essencialmente me fez uma lésbica”, diz ele, que faz aula de yoga com mulheres e até já modelou para uma marca de biquínis. “Minha vida é um pesadelo”.

Hoje, ele tenta namorar com mulheres, mas nunca consegue construir uma nova relação:
“Quando elas percebem que tenho um corpo de mulher, sempre terminam. A mudança de sexo foi o maior erro da minha vida. E estou sozinho”, diz ele, que hoje acredita que nunca deveria ter ido além de se vestir de mulher.

quarta-feira, 21 de março de 2012 | 08:50 | 3 Comentários

Brasileiro que participou de Big Brother inglês passa a viver como mulher

Cartão para lésbicas (Foto: Divulgação)Rebekah toda produzida (Foto: Reprodução / Heat)
O brasileiro Rodrigo Lopes virou destaque no Big Brother inglês, ao formar com Charlie Drummond o primeiro casal gay do programa, em 2009. Agora, com 26 anos, o ex-BBB decidiu começar uma nova vida, e aceitar sua identidade de gênero como mulher - Rebekah. E planeja fazer a operação de readequação sexual em breve.

Em entrevista à revista “Heat”, Rebekah admitiu que sempre se sentiu como uma mulher. Ela sempre gostou de se maquear e fazer tratamentos de beleza. Mas só criou coragem depois de uma conversa com a melhor amiga.

"Eu comecei a vestir as roupas das minhas amigas. Depois, eu passei a comprar as minhas. As pessoas nas lojas ficavam surpresas. Mas agora eu já saio de casa travestido e acabei fazendo muitas amizades".

Rebekah contou que chegou a conversar com um médico, sobre a decisão dela. E diz que ainda está preocupada com a reação dos pais, no Brasil.

"Não sei se eles me aceitariam. É difícil para mim. Não é uma decisão fácil, ou uma brincadeira".

Rodrigo participou do Big Brother inglês (Foto: Reprodução / Heat)Rodrigo participou do Big Brother inglês
(Foto: Reprodução / Heat)
A ex-brother vai começar o procedimento para readequação sexual tomando hormônios primeiro. O processo deve demorar um ano e só então ele poderá fazer a cirurgia definitiva.

"Eu nem sei se sou gay, lésbica ou hétero. Mas Rebekah é hétero e gosta de héteros" explicou ela.

Ela disse ainda que Rebekah é uma mulher moderna, mas nunca iria para a cama com alguém no primeiro encontro. Ela tem um temperamento curto e é muito mais louca do que era antes.

"O que me faz gostar ainda mais disso é a atenção que Rebekah recebe. As pessoas realmente gostam dela. Eu não sei se essa cirurgia vai fazer tanta diferença. Eu já não sou muito masculino" concluiu.

 
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